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Soprador do Carvalho |
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A exploração e estudo da gruta ficaram comprometidos nos anos seguintes, uma vez que o GAEP se mostrou incapaz de prosseguir sozinho e inviabilizou a colaboração com outros grupos. Só em 1999 são retomados pelo colectivo os trabalhos de exploração e topografia do Soprador do Carvalho, tendo em meia dúzia de incursões desobstruído novas galerias e realizado mais de 2000 m de topografia. O Soprador do Carvalho desenvolve-se de Sul para Norte, ao longo de fracturas com a mesma orientação genérica, paralelamente ao bordo do afloramento calcário, acompanhando o vale onde corre a Ribeira Sabugueira. Esta ribeira dá origem à surgência principal do sistema, a nascente do Rio Dueça, e é alimentada principalmente por águas provenientes do Maciço Hespérico. O contacto da ribeira com os terrenos sedimentares do maciço calcário originou perdas (sumidouros) da mesma, tendo-se a circulação subterrânea instalado na fracturação existente, dando origem ao essencial das galerias do Soprador do Carvalho. A zona de perdas da Ribeira Sabugueira, ou de entrada de alimentação exterior, não se encontra ainda totalmente explorada. A gruta prolonga-se ainda certamente por mais de um quilómetro para lá do ponto A jusante do laminador, a gruta desenvolve-se em galeria activa durante cerca de 1000 metros , até que a ribeira subterrânea se perde numa galeria de menor secção, entrecortada de pequenos sifões, em direcção à nascente do Dueça. A continuação da sua exploração encontra-se comprometida pela chegada de efluentes domésticos da povoação de Taliscas. A galeria principal está parcialmente obstruída devido à perda de actividade hídrica, tornando a exploração difícil e ainda hoje numa incógnita. É a jusante da disjunção destas galerias que se encontra a primeira entrada, o Soprador do Carvalho. Apesar do colector principal ser pobre em formações, a gruta apresenta algumas zonas com espeleotemas de rara beleza, que têm vindo a degradarem-se, muito por culpa das visitas turísticas a que a gruta tem sido sujeita. Actualmente com 3000 m topografados e 4500 m estimados, a gruta assume-se como a mais extensa do Maciço de Sicó e uma das maiores de Portugal.
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